Sobre este guia

Este Guia apresenta um conjunto de questões relacionadas com as diferentes dimensões do impacto da investigação, salientando os contextos da publicação e da disseminação como essenciais ao seu aumento.

Tem os seguintes objetivos:
  • Distinguir as diferentes dimensões de impacto
  • Identificar os modelos de publicação existentes para que os investigadores possam optar pelo que consideram mais adequado
  • Apresentar um conjunto de informação de apoio à decisão de publicação em revistas científicas
  • Definir algumas estratégias de disseminação da produção científica
  • Detalhar os principais indicadores de avaliação científica relacionados com impacto
  • Disponibilizar um conjunto de boas práticas conduzentes ao aumento do impacto da investigação
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Este guia resulta de uma colaboração entre a Biblioteca e o Gabinete de Apoio à Investigação.
Para qualquer dúvida ou questão contacte um dos Serviços do Iscte:

Biblioteca
referencia.biblioteca@iscte-iul.pt
210464054 ext 295200

Gabinete de Apoio à Investigação (GAI)
gai@iscte-iul.pt
210464171 ext 295320 | 295303
Um conceito de Impacto
Envolve aspetos académicos, societais e económicos, ou uma combinação entre os três. ​

​São contribuições comprováveis que a investigação produz para a promoção do conhecimento e para o avanço das aplicações, dos métodos e das teorias científicas, entre disciplinas e em cada uma delas, e a sua influência fora do sistema de investigação.​

Fonte: The Open Science Training Handbook
O que significa Impacto científico
Impacto corresponde à influência (contributo) de um determinado elemento no seu contexto.

No âmbito da investigação e da produção científica significa que o trabalho desenvolvido alcança um determinado nível de influência na área de conhecimento em que se inclui.

Essa influência pode ser exercida numa ou em várias dimensões, de acordo com a natureza da investigação.

Exemplos:
  • Dimensão académica: quando a investigação se distingue, pela aplicação de novos métodos
  • Dimensão cultural ou social: quando os resultados da investigação são passíveis de colocar em prática e alteram, por essa via, a vida de um grupo de individuos
  • Dimensão política: quando os estudos permitem formular políticas ou fornecer informação aos decisores políticos
Porque é relevante o Impacto científico
O impacto da investigação é relevante para o investigador, para a instituição e para o conhecimento científico.

Para o investigador, o impacto relaciona-se com o sucesso académico e também com o prestígio do seu trabalho junto dos seus pares.

Conduzir uma investigação cujo desenvolvimento tem influência positiva numa determinada área do conhecimento permite ser reconhecido na instituição a que pertence e também noutras instituições de ondem provêm os investigadores com quem colabora.
Possibilita, também, que o investigador seja indicado como referência nessa área.

Para além do prestígio, o impacto tem igualmente efeitos práticos para o investigador, como a progressão na carreira, a candidatura a prémios científicos (institucionais, nacionais e internacionais) ou a angariação de financiamento.
 
Os financiadores de ciência atribuem as verbas aos projetos de acordo com um conjunto de critérios onde se inclui a qualidade da investigação, mas também o impacto que a mesma poderá vir a ter na área de conhecimento e na sociedade.

Também para a instituição, o conjunto do impacto da investigação que nela se desenvolve tem benefícios ao nível do prestígio, mas também nos rankings internacionais ou nos valores que as agências nacionais atribuem para o desenvolvimento das suas atividades de investigação. Ser uma boa universidade ao nível da investigação significa ainda mais estudantes e mais invetigadores de renome.

Para o conhecimento científico, a relevância do impacto da investigação é indissociável dos avanços na Ciência!
Conhecer o Impacto da sua investigação pode...
  • Contribuir para o desenvolvimento e estabilidade da sua carreira académica
  • Justificar pedidos ou atribuição de financimentos
  • Quantificar e determinar a forma como a sua investigação está a ser usada
  • Conhecer outros investigadores que trabalham as mesmas temáticas
  • Promover o establecimento de parceiras com outras equipas de trabalho
Monitorização e avaliação do Horizonte Europa
Na monitorização e avaliação do desempenho do programa-quadro Horizonte Europa são consideradas três categorias de impacto complementares:
 
  1. Impacto científico: Criar e difundir novos conhecimentos, competências, tecnologias e soluções para melhor enfrentar os desafios globais
  2. Impacto societal: Reforçar o impacto da investigação e inovação em desenvolver, apoiar e implementar as políticas da UE e apoiar a aceitação de soluções inovadoras na indústria e sociedade para melhor enfrentar os desafios globais
  3. Impacto económico: Fomentar todas as formas de inovação, incluindo inovação disruptiva e reforçar o mercado na implantação de soluções







Inovação: é um novo ou melhorado produto ou prática (política, processo ou procedimento) de uma unidade institucional, ou a combinação de várias, que difere significativamente dos produtos e práticas anteriores e que foi posto em prática pela unidade ou disponibilizado a outros.

Tipos de inovação: por nível de novidade da inovação (com base na definição do Manual de Oslo), por objetivo da inovação (incluindo inovação social) e por fonte de inovação (tecnológica e não tecnológica).
 
Fonte
Uso responsável das métricas de investigação
A Declaração de São Francisco sobre a Avaliação da Investigação (DORA) reconhece a necessidade de melhorar as formas como os resultados da investigação académica são avaliados. A declaração foi desenvolvida em 2012 durante a Reunião Anual da Sociedade Americana de Biologia Celular em São Francisco. Tornou-se uma iniciativa mundial que abrange todas as disciplinas académicas e todos os principais interessados, incluindo financiadores, editores, sociedades profissionais, instituições, e investigadores.

O Manifesto Leiden para as métricas da investigação propõe 10 princípios orientadores para a avaliação da investigação.

Saenen, B., Morais, R., Gaillard, V. and Borrell-Damián, L. (2019) Research Assessment in the Transition to Open Science, European University Association.
​Modelos de publicação e estratégias
Os modelos de publicação referem-se à forma como é desenvolvido o modelo de negócio das editoras.

Modelo convencional
Os artigos científicos são publicados em revistas cujo acesso só é possível através de subscrição paga pelo utilizador da informação.
As bibliotecas das instituições de ensino superior, habitualmente, assumem estes custos, disponibilizando a informação à comunidade.

Acesso aberto
Os artigos científicos são publicados em revistas cujo acesso não tem custos para o utilizador da informação.
Os autores que publicam nestas revistas podem ter de pagar um valor referente ao processamento editorial do artigo (APC ­- Article Processing Charges). Muitas revistas, no entanto, não cobram quaisquer custos de publicação.
Encontre revistas sem custos de publicação na sua área de interesse no Diretório de revistas em acesso aberto DOAJ, utilizando o filtro Without article processing charges (APCs)

Modelo híbrido
Os artigos científicos são publicados em revistas que publicam segundo o modelo convencional, mas que apresentam aos autores a opção de publicar o seu artigo, em concreto, em acesso aberto (normalmente, com pagamento de APC).
Dada a expressão do movimento do acesso aberto nos anos mais recentes, que resulta do ponto de vista prático, na obrigatoriedade de publicação neste modelo da produção científica financiada pelas principais agências, as editoras comerciais têm vindo a adaptar-se à nova realidade do mercado.

Explorar uma estratégia de publicação em acesso aberto, conhecendo as suas vantagens, permite dar maior visibilidade às suas publicações tornando-as potencialmente mais citáveis e aumentando, desta forma, o impacto científico das mesmas.
 
Modelos de publicação: Diferenças e semelhanças
Fonte: FEUP - Processo de publicação científica: modelos de publicação (Guias temáticos de apoio) (adapt.)
Sobre a temática do acesso aberto
Conheça o Guia sobre Acesso Aberto que pretende dotar os interessados de conhecimentos sobre o conceito e evolução do acesso aberto, de que forma pode ser concretizado e quais os seus benefícios para os investigadores, para a instituição e para a sociedade em geral.

O que é o Acesso Aberto?
Como pode ser concretizado?
O que são APC?
Livros em acesso aberto
O kit de ferramentas OAPEN sobre publicação de livros em acesso aberto é um recurso de acesso livre que visa apoiar os autores de livros académicos e científicos a compreender melhor a publicação de livros em acesso aberto e promover e aumentar a sua confiança neste tipo de publicação. Este kit de ferramentas também pode ser útil para outras partes interessadas, incluindo editoras, universidades, financiadores de investigação e instituições de investigação.

O Diretório de Livros em Acesso Aberto (DOAB) indexa e permite o acesso a livros académicos em acesso aberto, revistos por pares, e apoia os utilizadores a encontrar editoras de livros em acesso aberto de confiança.

Os custos de publicação de livros provenientes de projetos financiados pelo Horizonte Europa com conteúdos abertos e outros restritos não são elegíveis para reembolso. Os custos de publicação de livros são elegíveis se forem publicados na sua totalidade em acesso aberto. Cobrem a primeira edição do livro e podem assumir formatos diferentes como html, pdf, epub, etc. Os custos com a impressão de monografias não são elegíveis.
Ética na investigação no Iscte
O Iscte tem um Código de conduta que "visa promover o cumprimento de padrões éticos na investigação" realizada na instituição e que apresenta três objetivos: 
  • Promover a dignidade, a segurança e o bem/estar dos/as participantes
  • Salvaguardar a segurança e a reputação dos/as investigadores/as
  • Promover a qualidade da investigação com um todo
O código inclui um conjunto de documentos de orientação, ferramentas e modelos.
 
Sobre esta temática assista ao MOOC Integridade académica e plágio
Critérios para selecionar uma revista
Verifique se a revista é sujeita a um processo de revisão por pares e se o mesmo se apresenta de forma clara e transparente.
A revisão por pares permite distinguir um conteúdo científico de um conteúdo não científico, assegurando a originalidade da temática e a qualidade do texto.

Pesquise nas bases de dados de avaliação da produção científica se a revista se encontra indexada.
A inclusão de uma revista nestas bases de dados obedece a critérios de qualidade e/ou de impacto que garantem a sua credibilidade.

Conheça as métricas de avaliação científica da revista
Também através das bases de dados de avaliação da produção científica, deve procurar os indicadores de avaliação das revistas, nomeadamente, os indicadores de impacto, baseados na contagem de citações dos artigos, os mais utilizados nos processos de avaliação de ciência (Para saber +).

Procure dentro da sua área de investigação
Identifique as revistas publicadas na sua área de investigação. Pode fazê-lo através das bases de dados de avaliação da produção científica, dado que as mesmas agregam as revistas por categoria de conhecimento.

Analise o modelo de publicação da revista
Selecione a revista com o modelo de publicação que mais se adequa ao seu interesse de disseminação ou às características da sua fonte de financiamento.

E não se esqueça de verificar outros aspetos práticos, mas igualmente relevantes. Eis dois exemplos:
  • A revista é publicada com regularidade?
  • Qual o tempo do processo de publicação (desde a submissão à publicação)?
Escolher uma revista indexada
Tendo em consideração o pressuposto de que uma revista indexada tem qualidade, âmbito internacional e cumpre todos os requisitos da revisão por pares necessários, é desejável publicar numa destas revistas.

Através da Scopus
Em Sources, pesquise por subject area para selecionar a área/subárea mais adequada ao seu trabalho científico. Recuperará uma lista de revistas organizadas por valor decrescente do indicador de impacto CiteScore.
Poderá utilizar o filtro Display only Open Access journals para restringir a pesquisa apenas a revista com possibilidade de publicação em acesso aberto.
Poderá ainda selecionar apenas revistas classificadas num quartil ou os primeiros 10% da lista.

Através da Scimago Journal & Country Rank
Trata-se de outra ferramenta de avaliação da produção científica que utiliza a lista de revistas indexadas na Scopus.
Nas caixas All Subject areas/All subject categories, selecione os parâmetros do seu interesse. Recuperará uma lista de revistas organizadas por valor decrescente do indicador de impacto SJR (Scimago Journal Rank).
Poderá utilizar o filtro Only Open Access Journals  para restringir a pesquisa apenas a revista com possibilidade de publicação em acesso aberto.

Todas as revistas indexadas na Scopus estão na Scimago Journal & Country Rank mas o oposto não acontece. Assim, para obter informação adicional e de acesso gratuito (para as instituições que não subscrevem a base de dados) pode usar-se o Scimago Journal & Country Rank mas, para garantir que a revista se encontra na Scopus deve confirmar-se no Scopus (sources).

Através do Journal Citation Reports (Web of Science)
Navegue pelas categorias da Web of Science para encontrar a área do seu interesse. Selecione o conjunto de revistas do índice que entender (note que nem todos os índices da Web of Science conferem fator de impacto!).
Nos índices com fator de impacto, acederá a uma listagem organizada por ordem decrescente desse indicador (JIF - Journal Impact Factor)
Na caixa de filtros à esquerda pode restringir a sua pesquisa a revistas com opções de acesso aberto e, também, agrupar a listagem por quartil.
Encontrar revistas e editores de confiança
Confirmar a credibilidade da revista
Se uma revista é de acesso aberto, está listada neste diretório?
Directory of Open Access Journals (DOAJ)

Se uma revista é de acesso aberto, o editor pertence à OASPA?
Open Access Scholarly Publishers’ Association

Faz parte da lista de possíveis editores predatórios?
Beall's List

O editor pertence ao Committee on Publication Ethics (COPE)?
COPE
Outras ferramentas: Journal Finder
Ferramenta da Elsevier, permite a introdução de elementos do artigo que pretende publicar e, através de um sistema tecnológico específico, encontra as revistas desta editora que melhor poderão acolher a sua publicação.
Para saber +

Outras ferramentas: Master Journal List
Ferramenta da Clarivate, funciona de forma idêntica à anterior.
Para saber +
 
Revistas predatórias: de que falamos?
A realidade das revistas e editores predatórios é complexa. De uma forma geral, corresponde a um conjunto de práticas em que o editor se apresenta como cumpridor de um processo de publicação de qualidade que, na verdade, é pouco credível.

Na maior parte dos casos, os artigos submetidos são rapidamente publicados, mas sem que exista uma revisão por pares de qualidade.

A ausência deste processo é crítica pois, em última instância, pode resultar na reprodução de um conteúdo não validado por especialistas e à sua utilização em investigações subsequentes, derivando no que podemos apelidar de pseudociência! 

Nos anos mais recentes, a proliferação de editores (de revistas, mas, também, de atas de conferências) com práticas predatórias é crescente.
Aproveitando o modelo de publicação em acesso aberto estes editores convidam os autores à submissão paga de artigos (APC) e prometem a rápida publicação. 

Muitos autores acabam, assim, por pagar para ver o seu trabalho publicado em revistas de qualidade duvidosa ou inexistente.
10 regras simples para evitar publicações predatórias
  1. Suspeite de convites para submissão de artigos
  2. Verifique os conteúdos da publicação
  3. Verifique as taxas de publicação (e desconfie se forem difíceis de encontrar)
  4. Analise o processo de revisão por pares
  5. Verifique o corpo editorial
  6. Confirme onde a revista é indexada
  7. Confirme as métricas
  8. Identifique o editor
  9. Vá além das listas, confirme a informação listada
  10. Não reaja no imediato

Fonte: Leonard, M., Stapleton, S., Collins, P., Selfe, TK, Cataldo, T. (2021) Ten simple rules for avoiding predatory publishing scams. PLoS Comput Biol 17(9): e1009377.
 
Em caso de dúvida...
Utilize as ferramentas:
 
Utilização de identificadores e de perfis
Boa prática: devem ser incluídos os identificadores persistentes (PIDs):
1) na versão final da publicação (tal como o DOI ou o handle)
2) para todos os autores envolvidos (tal como os ORCIDs ou ResearcherIDs)
3) para as suas organizações (tais como os ROR IDs), se possível
4) a referência do projeto, caso se aplique.
Aumentar a visibilidade da investigação
Utilização de redes sociais académicas
Se publicar apenas num local em acesso aberto (como revistas científicas ou livros em acesso aberto), sem depositar num repositório, NÃO está a cumprir com os requisitos de acesso aberto da Comissão Europeia.
 
Todas as publicações científicas com revisão por pares devem ser depositadas num repositório confiável e o acesso aberto deve ser garantido através destes repositórios (Repositório do Iscte através do Ciência-IUL).

Websites e bases de dados pessoais, websites de editores, assim como serviços de armazanamento na nuvem (como: Dropbox, Google Drive, etc.) NÃO são considerados repositórios.

Academia.edu, ResearchGate e outras plataformas similares NÃO permitem o acesso aberto sob os termos requeridos e por isso NÃO são considerados repositórios.

Mais informação sobre repositórios confiáveis: Artigo 17  - Annotated Model Grant Agreement (p. 156)
Redes sociais para investigadores: um exemplo
O que partilhar
Nem sempre é possível o autor partilhar o seu artigo científico.
Quando a publicação é feita numa editora comercial com um modelo de negócio convencional, normalmente, apenas é possível partilhar a versão aceite para publicação, com ou sem período de embargo.

Esta forma de disponibilização aplica-se ao depósito em repositórios institucionais mas também à colocação do texto na página pessoal ou numa rede social que o autor utilize.

Para saber o que pode partilhar e em que circunstâncias, utilize a plataforma Sherpa Romeo.
 
Webinar: Social media for research
Impacto científico
Têm sido desenvolvidas uma série de bases de dados de publicações que disponibilizam métricas com base nas citações resultando em indicadores de impacto de uma revista, investigador  e/ou instituição.

Os indicadores de impacto podem ser, ou não normalizados, ou seja, podem basear o seu cálculo apenas no número de citações ou ponderar esse cálculo em função de fatores como a área de conhecimento.

As três bases de dados mais relevantes que fazem uso de métricas de citação são a Scopus, a Web of Science e o Google Scholar
Indicadores de impacto principais
Fator de impacto (Journal Impact Fator - JIF)
É um indicador de avaliação de revistas científicas indexadas pela Web of Science (Core collection).
No seu cálculo são incluídos* artigos científicos, artigos de revisão e documentos publicados em atas de conferências.
Apenas revistas indexadas nos índices de Ciências e de Ciências Sociais têm fator de impacto.
Toma em consideração os últimos dois anos de produção científica.

Exemplo de cálculo:


O Fator de Impacto não é…
  • Um indicador de avaliação de outras bases de dados
  • Um indicador de avaliação de documentos
  • O único indicador de avaliação de revistas existente  
Onde encontrar o Fator de impacto de uma revista (JIF = Journal Impact Factor) ?
Através do Journal Citation Reports

Para saber +

CiteScore
É um indicador de avaliação de revistas científicas indexadas pela Scopus.
No seu cálculo são incluídos artigos científicos, artigos de revisão, documentos publicados em atas de conferências, capítulos de livros e documentos de dados.
Toma em consideração os últimos quatro anos de produção científica.

Exemplo de cálculo:


O CiteScore não é…
  • Um indicador de avaliação de outras bases de dados
  • Um indicador de avaliação de documentos
  • O único indicador de avaliação de revistas existente
Onde encontrar o CiteScore de uma revista?
Através da Scopus (Sources)
 
Para saber +

Scimago Journal Rank (SJR)
É um indicador de avaliação de revistas científicas que tem como base a Scimago Journal & Country Rank.
É um indicador de impacto, influência ou prestígio.
Considera a contagem de citações dos três últimos anos.
Tem por base um algoritmo que resulta na atribuição de diferentes pesos às citações, dependendo do prestígio da revista que citou o artigo.
 
Onde encontrar o SJR de uma revista?
Através da Scimago Journal & Country Rank

Para saber+

Índice-h
É um indicador de avaliação da produção científica de um autor.
Considera a contagem do maior número de artigos de um autor que tenham recebido pelo menos igual número de citações: um índice-h de 55 significa que o autor a quem este índice está associado tem pelo menos 55 artigos publicados com pelo menos 55 citações cada.
 
​Onde encontrar o índice-h de um autor?
Através da Scopus
Através da Web of Science
Através do Google Scholar

O índice-h de um mesmo autor pode variar de plataforma para plataforma, dado que o mesmo tem por base o número de artigos indexados em cada uma delas.
 
Outros indicadores de impacto
A plataforma de informação bibliométrica SciVal™, produto da  empresa  Elsevier, é uma ferramenta de avaliação do desempenho da investigação que usa a informação disponível na base de dados Scopus. Disponibiliza um conjunto de métricas para investigadores e instituições, como por exemplo:

Impacto normalizado de citações por publicação
Compara o número de citações recebidas pelo artigo em causa com a média de citações recebidas pelos artigos mundiais da mesma área científica, publicados no mesmo ano e com a mesma tipologia de publicação (articles, reviews ou conference papers).
Sendo um rácio entre o número de citações recebidas e as médias mundiais, um impacto normalizado de citações superior a 1 (respetivamente, inferior ou igual a 1) indica que a publicação em causa recebeu um número de citações superior (respetivamente, inferior ou igual) à média mundial para publicações semelhantes.
 
Percentagem de publicações do país no top 10% mundial de impacto normalizado de citações
Mostra a percentagem de publicações produzidas no país que conseguiu um valor de impacto normalizado entre os 10% mais elevados do mundo.

Permite classificar o assunto por área temática usando a classificação ASJC (All Science Journal Classification) da Scopus que contempla um total de 27 áreas científicas ou por outras classificações como Fields of Research (FoR), Fields of Research and Development (FORD), Research Excellence Framework (REF) 2014, QS, THE ou KAKEN.

Exemplo de estudo que usou o SciVal:
DGEEC: Produção Científica em Portugal, 2015-2017: volume e impacto [PDF]

Conheça outras métricas da plataforma SciVal aqui

A plataforma internacional InCites™, produto da Clarivate Analytics, é uma ferramenta que permite analisar a produtividade institucional, monitorizar a atividade de colaboração, identificar investigadores influentes e descobrir áreas de oportunidade tendo como fonte de informação a base de dados Web of Science (core collection) e apresenta também indicadores próprios como, por exemplo, os seguintes:

Impacto normalizado de citações por categoria
Compara o número de citações recebidas pelo artigo em causa com a taxa expetável de citações recebidas pelos artigos mundiais da mesma tipologia de publicação, do mesmo ano e da mesma categoria ou área científica.
Sendo o impacto normalizado 1, um valor acima de 1 significa que as publicações foram citadas acima do que seria expectável de acordo com a média global para publicações similares. Por outro lado, um impacto normalizado abaixo de 1 indica que as publicações foram citadas menos do que seria esperado.

Percentagem de publicações no Top 10% e 1% mundial de citações
Quantifica a presença de um conjunto de publicações entre as 10% e 1% mais citadas de toda a base de dados.
O percentil de uma publicação é calculado a partir do número de citações, comparando publicações da mesma área científica, tipo de documento e ano de publicação.

Podem ser realizados estudos seguindo a classificação ESI - Essential Science Indicators da Web of Science que inclui 22 áreas científicas, no entanto não são consideradas as Artes e Humanidades. 
Podem igualemente ser elaborados estudos seguindo a classificação de investigação e desenvolvimento FORD – Fields of Research and Development da OCDE para o nível 1, tendo um total de 6 áreas científicas -  Ciências Exatas e Naturais, Ciências da Engenharia e Tecnologias, Ciências Médicas e da Saúde, Ciências Agrárias e Veterinárias, Ciências Sociais e Humanidades e Artes.

Exemplo de estudo que usou o InCites:
DGEEC: Produção Científica Portuguesa, 2009-2019: Principais Resultados [PDF]

Conheça outras métricas da plataforma InCites™ aqui e aqui
Percentis e quartis
O que é o percentil de uma revista?
O percentil de uma revista corresponde à posição da mesma numa lista ordenada de revistas de uma determinada categoria. Um percentil elevado posiciona a revista no conjunto das que têm melhor avaliação.

E o quartil?
O quartil obtém-se quando se divide os valores dessa lista em quatro partes. O quartil 1 corresponde ao conjunto de revistas posicionadas nos 25% de revistas mais bem avaliadas numa determinada área do conhecimento.

É frequente a uma revista estar atribuído mais de um quartil, dado que a mesma revista poderá estar indexada em mais de um índice.
Bibliometria: o que é
Índice-h
Métricas alternativas
As métricas alternativas ou altmetrics correspondem a indicadores que medem o impacto da investigação quantificando a sua presença na web. Surgiram como uma alternativa aos indicadores tradicionais de impacto assentes nas citações.

Exemplos: 
Almetric.com
Plum Analytics


Para saber +
Boas práticas antes e depois de publicar
Insira a correta filiação institucional

A correta filiação institucional é muito relevante para efeitos de monitorização e avaliação da sua produção científica.

Recomenda-se a identificação do(s) autor(es) do seguinte modo:
 
Iscte - Instituto Universitário de Lisboa, Lisboa, Portugal
OU
Iscte - Instituto Universitário de Lisboa, Unidade de Investigação (UI), Lisboa, Portugal

Não faça a identificação em inglês!
 
Utilize os identificadores de autor

Um identificador de autor é um código que permite distinguir um autor dos restantes, garantindo a desambiguação de nome e garantindo que a produção científica de um determinado autor lhe é devidamente atribuída.

Recomenda-se a utilização do seguinte(s) identificador(es):
  • Ciência ID: meio de autenticação e identificação individual para quem desenvolve investigação em Portugal (saiba +). 
  • ORCID: identificador que tem a vantagem de permitir a interoperabilidade com outros identificadores/perfis como o Ciência-IUL, o Ciência vitae), o Scopus ID e o Reseacher ID (saiba +)
  • Scopus Author ID: identificador atribuído pela Scopus. Recomenda-se que o autor pesquise e confirme o seu nome, afiliação e publicações associadas (saiba +)
  • Publons (Researcher ID): identificador atribuído pela Web of Science que lhe permite adicionar publicações, seguir citações e gerir o seu perfil (saiba +)
 
Adicione a versão aceite no Ciência-IUL

Ao registar a sua produção científica no Ciência-IUL, sugere-se que adicione a versão aceite para publicação do documento.

A versão aceite, também designada por Post-print, Authors Accepted Manuscript (AAM), Authors accepted version, Final Author version, é o tipo de versão mais permissiva para depósito em repositórios institucionais pelos editores.

O autor (beneficiário) garante assim o cumprimento com as políticas internacionais, nacionais e institucionais de acesso aberto, sem desrespeitar as políticas de copyright e de auto-arquivo dos editores.
 
Inclua as referências dos projetos e dos contratos

Esta inclusão permite monitorizar o cumprimento das políticas de acesso aberto dos principais financiadores. Esta monitorização será, num futuro próximo, mais insistentemente feita.

Nos casos de publicações científicas financiadas por programas da Comissão Europeia é recomendado incluir:
 
“This work was funded by the European Union under the Horizon Europe grant [grant number].  As set out in the Grant Agreement, beneficiaries must ensure that at the latest at the time of publication, open access is provided via a trusted repository to the published version or the final peer-reviewed manuscript accepted for publication under the latest available version of the Creative Commons Attribution International Public Licence (CC BY) or a licence with equivalent rights. 
CC BY-NC, CC BY-ND, CC BY-NC-ND or equivalent licenses could be applied to long-text formats.”

No caso de investigadores contratados ao abrigo de Programas de Emprego Científico é recomendado incluir:
 
«Este trabalho é financiado por fundos nacionais através da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia, I.P., no âmbito da Norma Transitória - DL57/2016/CP1359/CTxxx».

Para verificar se as publicações e dados científicos estão associados a um projeto europeu aceda a esta página.
 
Para verificar se as publicações estão associadas a um projeto nacional aceda a esta página.
 
Mencione o DOI

O identificador persistente DOI (digital object identifier) usa-se para publicações e para conjuntos de dados e permite identificar, de forma inequívoca, um conteúdo digital relativamente aos seus autores, instituições de afiliação e tipo de recurso, facilitando por isso a sua localização na internet..

Tenha cuidado com a publicação em revistas que não registam o DOI dos artigos na Interntional DOI Foundation (IDF) e que não utilizam a construção padrão do DOI: "10.PREFIXODOEDITOR/XXXX"

Para confirmar a viabilidade de um DOI pode usar o "DOI Resolver" através dos seguintes endereços: 
https://www.doi.org/ ou https://www.crossref.org/

Recomenda-se que todos os documentos associados a registos do Ciência-IUL tenham DOI. 
Caso a sua publicação não tenha DOI, por favor, contacte gai@iscte-iul.pt ou o Serviço de Referência da Biblioteca (referencia.biblioteca@iscte-iul.pt).
 
Faça a gestão dos dados da sua investigação

A gestão de dados de investigação resultantes de projetos financiados pelo novo programa-quadro Horizonte Europa é obrigatória!
Recomenda-se a preparação dos Data Management Plan (DMP) a iniciar na fase de candidatura do projeto.

Para saber +
Guia sobre Gestão de Dados de Investigação

 

Aumente o posicionamento da sua publicação nos motores de pesquisa
Tornar o seu artigo mais facilmente recuperável nos motores de pesquisa ou nas plataformas de revistas contribui para que a sua investigação abranja maior audiência e suscite mais interesse, aumentando o número de downloads, citações e partilhas.

Ao preparar o seu texto científico para publicar e disseminar, tenha presente a estratégia de Search Engine Optimization (SEO). Esta estratégia refere-se ao processo de melhoria do posicionamento de uma página web em motores de pesquisa.

Para priorizarem conteúdos, os motores de pesquisa consideram determinadas seções de um texto como, por exemplo, os título e subtítulos, as palavras-chave, os resumos, a metainformação associada ou as descrições de vídeos e imagens.


 
Tipos de versões
Versão submetida: versão submetida numa revista para ser revista pelos pares. Também conhecida como: Author's Original Manuscript (AOM), Original manuscript, Pre-print
 
Versão aceite: versão final do autor que incorpora os comentários dos revisores e é a versão aceite para publicação. Também conhecida como: Authors Accepted Manuscript (AAM), Authors accepted version, Final Author version, Post-print
 
Versão publicada: versão criada e publicada pelo editor, foi revista pelos pares e formatada pelo editor. Também conhecida como: Final Published Version, Version of Record
Crossref
Referência
Iscte - Instituto Universitário de Lisboa. (2021, novembro). Aumentar o impacto da investigação [Guia]. https://bibliosubject.iscte-iul.pt/sp4/subjects/guide.php?subject=Impact
Licenciamento
2021

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Iscte-Instituto Universitário de Lisboa

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